Hoje um pouco feliz e tranquila...
Mas como ultimamente, muito confusa com meus
planos, sonhos, desejos e medos!
Hoje alguém me disse: "Use sua inteligência, aproveite sua capacidade"
E acrescentou ainda: "Acorda! Você é muito capaz e sabe disso"
Ei, eu sei mesmo (não querendo me elevar a condição de "ser convencido")
Eu então respondi: Poxa, eu não tô* conseguindo lidar comigo mesma!
Meus pensamentos interrompem a conversa e fazem eu viajar
pra um tempo em que as coisas eram tão simples e fáceis
em um colégio organizado por freiras salesianas, vestidas de branco*
Penso profundo e digo pra mim mesmo: Que tempo bom!!!
As minhas lembranças me levam a uma outra cidade,
diretamente (agora posso identificar)
à terceira série do ensino fundamental (...)
Estou com uma bermuda azul-marinho, e uma blusa branca...
Na aula de educação física, brincando "queimada" (que viagem)
Nesse dia eu acreditava muito que era muito inteligente...
minhas notas todas acima da média, e meu raciocínio era bem rápido
conseguia organizar e entender tudo! Como eu era... Como sou agora!?
Mudei tanto! atravessei fases e não me pareço mais com aquela menina
Que no ano de 1999 que o mundo acabaria, mesmo depois de ter percebido
ou lido (não lembro ao certo), a respeito de umas questões religiosas x racionalismo,
e o que me parecia mais plausivo seria a idéia racionalista a respeito do assunto,
porque sempre tive está tendência ao lado cientifico das coisas!!!
E me encontrava agora na sala de aula: e uma das freiras havia ido até lá
porque todos os alunos estavam com medo de que o mundo acabasse
pois estava próximo o fim das aulas e o começo do ano 2000 (o fim)
Então a freira disse (lembro como se estivesse agora mesmo falando)
"Não se preocupem, o mundo não vai acabar (...),
E mesmo que ele acabasse ai no (nome do colégio) não vai acontecer nada
porque Deus e Maria Auxiliadora não deixará nada de ruim acontecer,
Não vai acabar porque Maria a nossa mãe jamais deixaria,
ela irá interceder ao seu filho, por nós".
Eu no fundo queria de uma forma deseperadora acreditar,
porque não se falava em outra coisa a não ser o "fim", e eu estava com medo.
A conversa continuava... elas (eram duas, mas uma falava)
continuavam a me incentivar...
Mas até que a que estava falando passou a outro assunto...
Estou pensando até agora nessas coisas, depois da aula...
depois da carta, escrita a alguém que está distante, mas faz parte de mim...
Que saudades das minhas amigas, do sorriso delas...
Das conversas sem-pé-nem-cabeça...
Hoje não sei se quero ficar triste! como disse no inicio:
estou um pouco feliz e tranquila, portanto vou me esforçar para
não pensar mais tanto (é tão dificil) porque tenho essa mania meu Deus?
E demora tanto pra que eu durma de noite (pensando, pensando)
talvez o erro esteja aí... no pensamento viajante*:)

PS: recebi um e-mail, mandado por uma amigo querido, que acho bastante
relevante acrescentarar. Eis ai (acabo de ler):
PESSOAS INTELIGENTES (Arnaldo Jabor)
Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia.
Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas:uma grande de 400 REIS e outra menor, de 2.000 REIS.
Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.
Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos. 'Eu sei' - respondeu o tolo assim: 'Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, abrincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda.'
Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.
A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos. 'O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar o idiota, diante de um idiota que banca o inteligente'.
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