
Curiosa fiquei ao abrir a janela e ver a menina
ela era tão magra, suja e faminta!
Quando lhe olhei dentro dos olhos
Parecia que ia gritar e chorar de dor, de fome,
de tristeza, de angustia, de desepero,
pelo abandono sem fim... Durante sua vida
inteira vai se perguntar porque isso acontece;
Porque não pode ser diferente?
Que destino cruel e macabro lhe trouxe essa vida?
Se assim poderia chamar: vida!*
Vai pedir a Deus (sim lhe diseram que ele existe)
para que lhe guie, lhe mostre o caminho, a salvação
Mas um dia se depara com uma dúvida:
que salvação? Será que a morte é a salvação?
E quem me garente esta vida no céu?
A televisão, a mídia, o jornal?
Afirmando que pobre é honesto e feliz?
e rico é paranóico e cheio de problemas.
Parece que algo esta oculto nessa história e o que será?
mas voltando ao encontro com a figura femenina e imatura
É tão duro pensar em quando ela descobrirá a real situação,
ver as garras da indiferença (de várias especies, formas e tamanhos)
Não que eu queria ser pessimista, mas assim vai acontecer!
Ela é tão pequena e com um futuro tão incerto*
Já me senti assim uma vez, foi tão triste;
Passou... porque tenho alguém que resolve por mim
E que me protege e acolhe sempre...
Mas e ela? Que não tem tanta escolha?
Que não tem para onde fugir, em que se apoiar;
Não adianta chorar e reclamar, não há como deter
Essa realidade imunda que a espera.
Mas quem sou eu? Aqui só dizendo e nada fazendo?
Mas o futuro sabe que nosso encontro está marcado;
Com acordos e mudanças... aguardo até!
Ps: tinha que falar sobre ela, que me inspirou por estes dias!
Criança meiga, com dificuldades, já nasceu às margens;
Mas para mim isso não é definitivo, deve haver algo,
ou talvez eu seja jovem demais, imatura demais,
idealista demais, espero que não*
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